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Entrevista | Os desafios do mercado Data Center em 2022 por Victor Sellmer

A entrevista de hoje é sobre Os Desafios do Mercado Data Center em 2022 por Victor Sellmer, Diretor de Vendar e Marketing da ODATA.

Diretor de Vendas e Marketing na ODATA, Victor Sellmer tem mais de 18 anos de experiência profissional nas áreas de Marketing e Vendas de grandes empresas, como Oracle, LG, Intel e Johnson & Johnson. Conta com formação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Confira a entrevista completa:

1 – (Redação) De acordo com o Gartner, “Até 2025, 85% das estratégias de infraestrutura integrarão opções de entrega on-premise, colocation, cloud e edge, em comparação com 20% em 2020”. Diante do cenário acima e da crescente maturidade no mercado de experiência do cliente no Brasil, onde soluções de CRM são fundamentais, como você visualiza o futuro do mercado Brasileiro de Data Center? 

(Victor) O futuro do mercado brasileiro de Data Center é muito promissor, sendo o Brasil um dos principais destinos LATAM para empresas que buscam proximidade ao mercado consumidor latino-americano. Segundo os dados divulgados pelo IBGE em 2020, o Brasil é o país mais populoso da América Latina, com aproximadamente 210 milhões de habitantes. Ou seja, um grande mercado consumidor de dados somado a chegada de grandes players de cloud service, que estão instalando seus data centers mais próximos a borda e combinado com o fato de que o país possui fatores climáticos controláveis, 3 pontos de chegada de cabos submarinos e em breve irá possuir conexão móvel 5G contribuem para atratividade do Brasil para o setor de Data Centers.

2 – (Redação) Quais são os principais impulsionadores, restrições, oportunidades e desafios do mercado Data Center e como eles devem impactar o mercado e a experiência dos consumidores brasileiros em 2022? 

(Victor) Apesar do consumidor final não ser o nosso cliente, ele é totalmente afetado pela infraestrutura de data center. Nessa fase de crise sanitária, houve o aumento de vendas e transações realizadas pela internet. Por exemplo, muitas pessoas que compravam apenas em lojas físicas, tiveram que se adaptar ao varejo online.  Consequentemente, houve um grande aumento do volume de tráfego de visitas, faturamento e receita dos serviços online, e para sustentar esse aumento na produção e análise de dados foi necessária uma grande infraestrutura de data centers que suportasse essa operação com resiliência e segurança. Portanto, para que o cliente tenha a experiência da compra satisfatória, sem atrasos no carregamento das páginas, as transações de dados passam por servidores de processamento que por sua vez estão, geralmente, alocados em um data center que oferecem condições ideais de conectividade, redundância de rede e armazenamento para manter a operação e a rapidez na navegação. É nesse momento que a ODATA está presente.

3 – (Redação) Em sua opinião, qual é a importância dos programas de VOC (Voz do Cliente) para as empresas e estruturas de Customer Success neste segmento? 

(Victor) No segmento de Data Center é imprescindível ter excelência no atendimento pós-vendas, além dos altos níveis de qualidade de atendimento estabelecidos pelos SLAs contratuais, os clientes buscam uma relação de plena confiança, empatia e parceria na gestão e entendimento de seus negócios, e isso se dá principalmente através da escuta ativa. Por isso, os programas de Voz do Cliente (VOC) são de extrema importância por serem canais diretos de contato que, quando bem estruturados, facilitam a adesão e engajamento dos clientes, o que nos permite ter mais dados (feedbacks diretos, indiretos e inferidos). Além de entender melhor quem são nossos clientes e contatos, estabelecendo assim um atendimento personalizado para identificar quais são os desafios, oportunidades de melhoria e/ou inovação, com objetivo de termos a priorização e execução de planos de ação que alavanquem seus negócios. 

Em 2021, identificamos uma necessidade maior, vinda dos clientes, de terem no atendimento pós-vendas um canal direto com a ODATA para qualquer tipo de feedback ou solicitação, seja comercial, financeira, jurídica ou técnica. Cada vez mais percebemos que, também influenciados pelo momento de distanciamento social que vivemos, os clientes têm demandado um atendimento multicanal que garanta sua voz e que seja rápido, eficaz, humano e pessoal, e esta é uma tendência que não podemos ignorar principalmente quando pensamos nas estruturas de Customer Success e em como as áreas de atendimento tem sido impactadas pelo avanço da tecnologia. 

Para criarmos esta relação ganha-ganha entre clientes e ODATA, é imprescindível dedicar e valorizar o tempo que temos para ouvir nossos clientes. Temos como um de nossos padrões organizacionais “o cliente em 1º lugar”, isso significa dizer que em tudo que fazemos sempre valorizamos e priorizamos a experiência do cliente.  No final do dia, o cliente quer ter a certeza de que a ODATA está gerenciando e monitorando seu negócio, estando sempre disponível para atendê-los em diversos canais (NOC, telefone, e-mail, aplicativos de mensagens, mídias sociais, site…) e trabalhando para potencializar e alavancar as oportunidades de mercado, como por exemplo, através de nosso marketplace.

4 – (Redação) O comportamento dos consumidores está mudando e tal esfera foi muito acelerada no último ano, assim como as exigências das empresas. Desta forma, qual é o tamanho do mercado Data Center no Brasil e como você classifica a evolução dos próximos anos? 

(Victor) As infraestruturas de TI mostraram sua importância e seu papel crucial na economia em especial, ao sustentar as operações online e viabilizar as aplicações remotas durante a crise sanitária. Diante desse cenário de alta demanda, a previsão trazida pelo Market Research Report é que o setor de Colocation Data Center chegue a US$ 92 bilhões até 2025, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 14,5%. Essa estimativa, trazida pelo relatório, ainda aponta a adoção da MultiCloud e as atualizações de rede para suporte à conectividade no padrão 5G como os principais impulsionadores desse crescimento. 

O Brasil é um dos países da América Latina que irá atrair grande parte desse investimento nos próximos anos pois, possui grande volume populacional contribuindo assim para as estratégias dos grandes players de estarem mais próximos dos mercados consumidores de dados, fatores climáticos favoráveis e uma economia que representa quase 30% do PIB da América Latina. Além do país contar com regiões ultra consolidadas em conectividade e data centers, que criam um ecossistema que possibilita uma maior oferta de serviços e produtos para os clientes. Fatores que colocam o Brasil como um dos principais países que irão atrair investimentos em desenvolvimento de infraestruturas de TI nos próximos anos. E a ODATA já está antecipando essa tendência com grandes projetos em andamento em 2022. 

5 – (Redação) O fator pandemia foi determinante para muitas empresas. Como foi o impacto no mercado de Data Centers?

(Victor) A pandemia da Covid-19 fez com que a tecnologia se fizesse presente em quase todos os aspectos das nossas vidas. Instantaneamente, profissionais se viram trabalhando em casa, precisando permanecer tão produtivos quanto antes. Consumidores tiveram que se habituar a comprar de tudo pela internet. Alunos e professores se adaptaram ao ensino remoto, enquanto os pacientes, que não podiam mais visitar seus médicos presencialmente, passaram a contar com a telemedicina. Ou seja, todos os serviços que utilizam tecnologias que demandam alta disponibilidade, conectividade e escalabilidade e, que dependem disso para a continuidade de seus negócios, necessitaram de uma infraestrutura de data centers robusta para rodarem com excelência.  Por conta desse cenário a demanda por data centers aumentou exponencialmente e, como não poderia deixar de ser, a ODATA que já vinha crescendo antes da pandemia, potencializou seus investimentos e ampliou sua oferta de infraestrutura no mercado brasileiro durante o ano passado e planejou seguir sua expansão em 2022, planos que já está em andamento.

6 – (Redação) Qual a importância de um Data Center e como ele ajuda na experiência do cliente?

(Victor) Os Data Center são parte importante da infraestrutura empresarial, tanto no Brasil quanto no exterior. Eles são o coração da rede corporativa, já que hospeda aplicações essenciais aos negócios, bem como armazenam dados sensíveis e os mantém seguros, por meio de barreiras físicas que viabilizam a segurança digital. Um exemplo prático é no setor de games, na América Latina, segundo a consultoria Newzoo, o Brasil é o país de maior receita do setor, arrecadando cerca de US$ 2,3 bilhões em 2021. E um fator que é essencial para experiência dos usuários e performance dos jogos é a baixa latência para evitar os conhecidos “lags”, a demora na transmissão de dados, que para alguns modelos de games pode ser fatal, influenciando até mesmo o resultado de uma partida. E o fato de os servidores das empresas de jogos estarem hospedados em um Data Center garante essa baixa latência. 

Assim como o setor de games, diversos outros mercados que dependem de grandes transferências de dados com rapidez e resiliência para uma boa experiência do consumidor, se beneficiariam ao trazer sua infraestrutura para um provedor de data center mais próximo do consumidor final, diminuindo assim a distância percorrida pelos dados e consequentemente também sua latência. 

7 – (Redação) Quais os tipos de Data Centers, como uma empresa pode escolher a melhor solução?

(Victor) Existem modelos diferentes de serviços de Data Centers, que utilizam tecnologias distintas para atender a demanda de resiliência e armazenamento de dados dos clientes. É importante entender sobre o serviço que cada um opera e verificar qual é a real necessidade de infraestrutura de TI que sua empresa possui e assim tomar a decisão de qual modelo melhor atendente essa demanda. Selecionei quatro dos principais tipos para ilustras algumas de suas características: 

  • Corporativos, On-premise ou Enterprise – Geralmente, essas instalações são construídas pelas próprias companhias e mantidas por uma equipe especializada, recorrendo ao auxílio de provedores terceirizados esporadicamente. Esse modelo é também conhecido como on-premise, por ficar nas dependências da organização. Entre os benefícios, pode-se destacar a proximidade da estrutura com os usuários, o que beneficia o uso da rede de internet local. 
  • Internet Data Center – É um padrão que se baseia na estrutura de computação em nuvem, consolidando-se como um modelo digital de Data Center. Em outras palavras, os dados e as aplicações ficam na cloud, ao invés de serem armazenados em um ambiente físico. Assim, são acessados via Internet.  
  • Hosting – É um padrão que se baseia na estrutura de computação em nuvem, consolidando-se como um modelo digital de Data Center. Em outras palavras, os dados e as aplicações ficam na cloud, ao invés de serem armazenados em um ambiente físico. Assim, são acessados via Internet.  
  • Colocation – Nesse modelo, a companhia contrata, como serviço, o espaço físico (de um rack a um edifício inteiro) de um Data Center construído e mantido por um provedor especializado e instala seus equipamentos. Assim, no Colocation – modalidade na qual a ODATA é especialista -, o que se adquire, na prática, é a fração ideal para alocar seu ambiente computacional, incluindo serviços de internet com ultraconectividade, limpeza, sistemas de resfriamento e segurança. 

8 – (Redação) Para os profissionais que estão iniciando neste segmento, quais as suas recomendações? 

(Victor) O setor de TI é fascinante e se posso recomendar algo aos profissionais que estão entrando nesse mercado é que sejam ávidos por conhecimento e estejam sempre atualizados em relação das novas tendências do mercado, além das competências técnicas. O mercado de TI em geral tem uma grande demanda por profissionais qualificados e, entendimento do setor aliado a uma visão apurada de negócios pode fazer um profissional se destacar.

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