TITransformação Digital

Como construir uma cultura data-driven?

A transformação digital, acelerada pela pandemia, vem mudando os rumos da tecnologia. Com isso, a utilização de dados está deixando de ser um diferencial competitivo para se tornar algo essencial para os players que desejam continuar avançando no seu mercado de atuação.

Prova disso é o levantamento realizado pela consultoria Forrester que mostra que cerca de 73% das empresas no Brasil já têm suas operações orientadas por dados. Além disso, a previsão é que, nos próximos dois anos, um terço das grandes organizações usarão Decision Intelligence – prática que garante uma estrutura para as melhores práticas para tomada de decisão organizacional e processos para aplicar o aprendizado de máquina (tradução de machine learning) em escala – para a tomada de decisões estruturadas, segundo o Gartner.

Como disse o matemático londrino e especialista em ciência de dados, Clive Humby, os dados são o novo petróleo. Mas, para isso, precisamos extraí-los! Por isso, quem souber dominar essa matéria-prima da melhor maneira possível, sairá na frente dos concorrentes, independente do segmento de atuação.

Diante dessa realidade, a necessidade de fazer um uso inteligente desse conhecimento é indispensável. Afinal, não basta apenas ter acesso a informações, é preciso ir além, investindo em tecnologias eficazes com foco na captação de insights, além da preparação dos colaboradores para que o poder dessa ferramenta seja potencializado.

E é aí que entra a importância de ter uma cultura data-driven, que nada mais é do que um modelo de trabalho focado em dados. Esse método envolve uma série de aspectos para que seja eficiente, que incluem estatísticas, metodologias científicas e análise de algoritmos. Tudo isso com um único objetivo: trazer mais inteligência para o seu negócio.

Fazendo uma analogia bem simples, não basta tirar o minério bruto do solo. É preciso lapidá-lo para que, de fato, ele tenha algum valor e se transforme em algo precioso. Isso porque, mais importante do que ter acesso a esse conhecimento, é saber aplicá-lo, garantindo sua utilização de forma estratégica.

Por isso, se você ainda não implementou uma cultura data-driven, o momento é agora! Digo isso porque processos orientados por dados garantem uma tomada de decisão mais refinada e, consequentemente, mais lucro ao final do processo. Mas saiba que essa é apenas uma das possibilidades de uso dessa metodologia.

Estamos diante de um horizonte cheio de possibilidades, que incluem tanto o público interno como o externo. Para o mercado, o uso desses insights permite melhorar os produtos e serviços oferecidos e ainda criar novas soluções, tudo isso de acordo com as necessidades do seu público-alvo. E o benefício disso? Tornar a experiência com a sua marca muito melhor, fidelizando e atraindo mais consumidores.

Aqui na Omie, por exemplo, utilizamos recentemente as informações captadas pela nossa plataforma para desenvolver um índice que mede a atividade econômica de PMEs, e que trouxe dados extremamente importantes para o mercado, com destaque para o faturamento médio real agregado dessas empresas.

Já quando pensamos no público interno, uma cultura data-driven permite prever e identificar possíveis oportunidades, inclusive para setores como o de recursos humanos e a comunicação, voltando para tendências e ameaças ao negócio. Além disso, também possibilita a otimização de recursos, reduzindo gastos desnecessários e tornando os processos muito mais rápidos e eficazes. Ou seja, todos ganham!

Acredito que implementar uma cultura data-driven é um grande desafio para as empresas. Porém, é preciso se preparar para isso o quanto antes. E se você ainda não começou ou está iniciando essa transformação, o primeiro passo é começar com um planejamento detalhado de data-driven, analisando que tipo de soluções são necessárias para a extração de dados relevantes para o seu negócio.

Outra dica é, traga profissionais especializados nessa questão e ofereça treinamentos internos para que todos possam usufruir dessa cultura. Por fim, sempre reavalie as tecnologias utilizadas, trazendo inovações conforme a necessidade da operação. Essas são algumas sugestões para facilitar a implementação dessa nova cultura, que só trará bons frutos para sua empresa, acredite!

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Aurora Suh

Aurora Suh é Chief Revenue Officer da Omie, ERP nativo na nuvem. Também atua como Diretora da Ellevate Network, grupo global de executivas que conecta mulheres líderes e as apoia em seu desenvolvimento e é vice-presidente da ARCAMAIS, organização sem fins lucrativos que utiliza dados e tecnologia para transformar a vida de pessoas que vivem em situação de extrema vulnerabilidade.

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