Comportamento do Consumidor

4 Métodos do Design para conhecer o comportamento de usuários (E, com isso, Inovar)

Já falamos várias vezes que a compreensão do comportamento de usuários é consagrada no Design, ela faz parte dos métodos e técnicas tradicionais no desenvolvimento de produtos. Neste artigo vamos falar sobre quatro métodos que são frequentemente usados pelos profissionais do Design, apoiados pelos gerentes de produto. Aproveitaremos também para conhecer um pouco sobre os autores desses métodos, que são como celebridades na área do Design e Inovação.

  1. MÉTODOS RACIONAIS, desenvolvido por NIGEL CROSS, que é um acadêmico britânico, pesquisador de design e educador, professor emérito de estudos de Design da Open University, Reino Unido, e editor-chefe da revista Design Studies. Esse método consiste nas seguintes etapas:
  2. Primeiramente os responsáveis pelo projeto precisam esclarecer os objetivos dos usuários;
  3. Com os objetivos compreendidos, é hora de elicitar requisitos necessários pro produto;
  4. A partir dos requisitos, passa-se a determinar as características do produto;
  5. E como etapa final, avaliar as alternativas (os objetivos dos usuários que foram mapeados no início compõem tal avaliação, como validação de atingimento).

2. O método HILL-CLIMBING METHODS (que, traduzindo seria algo como Métodos de Escalada dos Montes), ele prega uma constante interação com os usuários das mais diversas formas, ou seja, ele enxerga o cliente (ou consumidor do produto) como um driver da inovação, atuando na melhoria contínua dos produtos. Portanto, os autores acreditam que o método de “escalar os montes da inovação” funciona especialmente para inovações incrementais, e não as radicais disruptivas. Foi desenvolvido por DONALD NORMAN, que é professor emérito de ciência cognitiva na Universidade da Califórnia em San Diego e professor de ciência da computação na Universidade Northwestern, mas seus trabalhos de hoje são na maioria na engenharia de usabilidade. Também leciona na Universidade de Stanford e é um membro do corpo editorial da Enciclopédia Britannica. Em parceria com ROBERTO VERGANTI, Professor de Liderança e Inovação na Escola de Economia de Estocolmo, onde co-dirige “The Garden – Center for Design and Leadership”. Ele também faz parte do corpo docente da Harvard Business School, onde leciona Design Integrado, e é cofundador do Leadin’Lab, o laboratório de LEADership, Design e Inovação, na School of Management do Politecnico di Milano.

3. METODOLOGIA PROJETUAL ALTERNATIVA é a que elabora que a articulação das necessidades dos consumidores deve acontecer de forma ativa, rompendo com o conceito de massas. Um exemplo desse rompimento, seria estabelecer que soluções de produtos que são adequadas à consumidores de um país, muito provavelmente não devam ser replicadas de forma idêntica a outro. Esse método também traz as seguintes etapas:

  1. Problematização;
  2. Análise;
  3. Definição do problema;
  4. Anteprojeto e geração de alternativas;
  5. Avaliação, decisão, escolha;
  6. Realização;
  7. Análise final da solução.

O autor dessa metodologia é GUI BONSIEPE, Designer formado pela Hochschule für Gestaltung, de Ulm, onde lecionou até 1968, quando a escola fechou. Trabalhou no Chile, na Argentina e também no Brasil, onde foi pesquisador do CNPq, e criou o Laboratório Brasileiro de Desenho Industrial, em Florianópolis, Santa Catarina. O método desenvolvido por ele é chamado

4. INOVAÇÃO DO USUÁRIO, e está totalmente na base do que chamamos de “democratização da inovação”. O autor afirma que, com o desenvolvimento das ferramentas tecnológicas de comunicação (impulsionado pela internet, dando acesso maior às informações e ferramentas), muitos produtos inovadores têm origem em pessoas que são usuárias do próprio produto. Um exemplo desse método, seria o esfregão mágico – aquele criado pela empresária americana Joy Mangano, que virou até filme. Em consequência, equipes de design e gestão de produtos, podem atuar na busca de usuários inovadores para compor seu portfólio de produtos. Ou seja, estabelecer um fluxo livre de informações e ideias entre os usuários, designers e produtores. Quem desenvolveu a teoria desse método foi ERIC VON HIPPEL, que é um economista americano e professor da MIT Sloan School of Management, especializado em natureza e economia da inovação distribuída e aberta. É importante ressaltar que o desenvolvimento de produtos possui inúmeros métodos, e que eles vêm evoluindo com o passar do tempo. No entanto, a necessidade e comportamento do usuário figuram constantemente no centro desses métodos. Os times de desenvolvimento que se mantêm próximos e interagindo com seus consumidores, têm a vantagem de acompanhar também as mudanças de comportamento dessas pessoas, que vão ocorrendo ao longo do tempo. Com isso, conseguem inovar mais, e também evoluir os seus produtos oferecidos, reduzindo as suas chances de obsolescência. 

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Natália Braulio

Administradora e Mestre em Design com ênfase em User Behavior Analytics, possui mais de 12 anos de gestão em empresas de educação, moda, consultoria e finanças. Empresária e Professora Universitária nas áreas de Inovação, Design Thinking, Empreendedorismo e Data Driven Design, atua na condução de processos de solução de problemas de gestão, aplicando ferramentas de processo criativo que conectam pessoas, ideias e negócios. É uma das fundadoras da Openbox.ai e CMO da empresa.

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